domingo, 29 de maio de 2011

Marca 

Pegue minha mão,
hoje cansada de te esperar,
quando em outro tempo
te acariciava o corpo
embebido em óleo canforado,
elas são macias e doces como você,
marcadas por ter te amado,
quardo-as em segredo,
e sinto o  cheiro 
do mel da lembrança,
que essas mãos que tanto desejavas, 
hoje esperança
mascarada por não te tocar,
 mesmo que trêmulas
hão de poder te amar...

Paulo Alvarenga

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